(Acerbo Nimis - São Pio X)
Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã
Indice:
Primeira Parte
Segunda Parte
Terceira Parte
Quarta Parte
Quinta Parte
Introdução
Persignar-se
Pelo sinal + da santa cruz, livrai-nos, Deus + nosso Senhor, dos nossos + inimigos.
Em nome do Pai +, e do Filho + e do Espírito Santo +. Amém.
Credo
Creio em Deus Padre, todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, um só seu Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu aos infernos; ao terceiro dia ressurgiu dos mortos; subiu aos céus, está sentado à mão direita de Deus Padre todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo; na santa Igreja Católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.
Padre nosso
Padre nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o
vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso
de cada dia nos dai hoje; e perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixeis cair em tentação;
Mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave, Maria
Ave, Maria, Cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. R/. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.
Salve, Rainha
Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve!
A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Glória
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. R/. Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Ato de Contrição
Meu Senhor Jesus Cristo,
Deus e homem verdadeiro,
Criador, Pai e Redentor meu,
Por ser vós quem sois e
porque vos amo sobre todas as coisas,
pesa-me de todo o meu coração de vos ter ofendido,
proponho firmemente a emenda de minha vida
para nunca mais pecar,
apartar-me de todas ocasiões de ofender-vos,
confessar-me e cumprir a penitência que me foi imposta.
Vos ofereço, Senhor minha vida,
obras, e trabalhos em satisfação de todos os meus pecados
e assim como vos suplico,
assim confio em vossa bondade e misericórdia infinitas
que mos perdoareis pelos méritos de vosso preciosíssimo sangue,
paixão e morte e me dareis graça para emendar-me e perseverar
em vosso santo serviço até o fim de minha vida.
Amém.
Mandamentos da lei de Deus
Os mandamentos da lei de Deus são dez: os três primeiros pertencem à honra de
Deus e os outros sete ao proveito do próximo.
1) Amar a Deus sobre todas as coisas.
2) Não tomar seu santo nome em vão.
3) Guardar os domingos e festas.
4) Honrar pai e mãe.
5) Não matar.
6) Não pecar contra a castidade.
7) Não furtar.
8) Não levantar falso testemunho.
9) Não desejar a mulher do próximo.
10) Não cobiçar as coisas alheias.
Estes dez mandamentos se encerram em dois:
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Mandamentos da Igreja
Os mandamentos da Igreja são cinco:
1) Ouvir Missa inteira nos domingos e festas de guarda.
2) Confessar-se ao menos lima vez cada ano.
3) Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.
4) Jejuar e abster-se de carne, quando manda a santa madre Igreja.
5) Pagar dízimos, segundo o costume.
Sacramentos
Os sacramentos instituídos por Jesus Cristo são sete :
1) Batismo.
2) Confirmação.
3) Eucaristia.
4) Penitência ou Confissão.
5) Extrema Unção.
6) Ordem.
7) Matrimônio.
Primeira Parte
Lição Preliminar
Da Doutrina Cristã - suas partes principais
"Em seguida Barnabé foi para Tarso, à procura de Saulo.
Encontrou-o e o levou para Antioquia. Durante um ano estiveram
juntos naquela igreja e instruíram muita gente. Foi em Antioquia
que, pela primeira vez, os discípulos foram chamados "cristãos".
At 11, 25-26.
CAPÍTULO I
Do Símbolo dos Apóstolos,
chamado vulgarmente o "Credo"
"A fé é o fundamento do que se espera e a convicção das realidades
que não se vêem.
Foi a fé que fez a glória dos antigos.
Pela
fé sabemos que o universo foi criado pela palavra de Deus, de sorte
que do invisível teve origem o visível.
Pela fé Abel ofereceu a Deus
sacrifício melhor do que Caim e por ela foi declarado justo, tendo
Deus aprovado as suas oferendas, e é pela fé que depois de morto
Abel continua a falar".
Epístola aos hebreus 4, 1-4
CAPÍTULO II
Do "Credo" em geral
1) Creio em Deus Padre, todo-poderoso, Criador do céu e da terra.
2) E em Jesus Crista, um só seu Filho, Nosso Senhor.
3) qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem.
4) Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
5) Desceu aos infernos, ao terceiro dia ressurgiu doi mortos.
6) Subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Padre todo-poderoso.
7) De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
8) Creio no Espírito Santo.
9) Na Santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos.
10) Na remissão dos pecados.
11) Na ressurreição da carne.
12) Na vida eterna. Amém
Do primeiro artigo do "Credo"
"Assim podeis comportar-vos de maneira digna do Senhor,
procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em boas obras e crescendo
no conhecimento de Deus, confortados pelo poder de sua glória
para tudo suportar com paciência, firmeza e alegria.
Agradecei a Deus Pai que vos tornou capazes de participar da herança dos
santos na luz.
Ele nos livrou do poder das trevas e nos transportou
ao reino de seu Filho amado, no qual temos a libertação: o perdão
dos pecados".
Epístolas aos Colossences 1, 9-14
§ 1o - De Deus Padre e da Criação
§ 2o - Dos Anjos
"Vou declarar-vos toda a verdade e nada vos ocultarei. Já vos declarei e disse: É bom guardar oculto o segredo de um rei; as obras de Deus, porém, devem ser reveladas, com a glória devida. Quando tu e Sara fazíeis oração, eu apresentava o memorial de vossa prece diante da glória do Senhor; e fazia o mesmo
quando tu, Tobi, enterravas os mortos. Quando não hesitaste em levantar-te e deixar tua refeição e saíste para resguardar o cadáver, fui enviado a ti para ter pôr à prova. E Deus me enviou, também, para curar a ti e a Sara, tua nora. Eu sou Rafael, um dos sete anjos que permanecem diante da glória do Senhor e têm acesso à sua presença".
Atônitos, os dois, prostraram-se com a face por terra, cheios de temor.
Mas ele prosseguiu: "Não temais! A paz esteja convosco! bendizei a Deus por todos os séculos. Quando estava convosco, não era por benevolência minha que vos assistia, mas pela vontade de Deus. Bendizei-o todos os dias e cantai seus louvores. Vós me víeis comer, embora eu nada comesse. Era só aparência o que víeis. Agora, bendizei o Senhor sobre a terra e dai graças a Deus. Eis que eu
subo para junto de Quem me enviou. Escrevei tudo o que vos aconteceu".
E ele subiu. Então levantaram-se, mas não o viram mais".
Tobias 12, 11-20
§ 3o - Do Homem
"O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou no seu rosto um sopro de vida, e o homem tornou-se alma (pessoa) vivente.
Ora, o Senhor Deus tinha plantado, desde o princípio um paraíso de delícias, no qual Pôs o homem que tinha formado. E o Senhor Deus tinha produzido da terra toda a casta de árvores formosas à vista, e de frutos doces para comer; e a árvore da vida no meio do paraíso, e a árvore da ciência do bem e do mal. Deste lugar
de delícias saía um rio para regar o paraíso, o qual dali se divide em quatro braços.
O nome do primeiro é Fison, e é aquele que torneia todo o país de Evilat, onde se encontra o ouro. E o ouro deste pais é ótimo; ali (também) se acha o bdélio e a pedra ônix. O nome do segundo rio é Gion; este é aquele que torneia toda a terra de Etiópia. O nome, porém, do terceiro rio é Tigre, que corre para a
banda dos assírios. E o quarto rio é o Eufrates.
Tomou Pois, o Senhor Deus o homem, e colocou-o no paraíso de delícias, para que o cultivasse e guardasse. E deu-lhe este preceito, dizendo: Come de todas as árvores do paraíso mas não
comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque em qualquer dia que comeres dele, morrerás indubitavelmente. "Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; façamos-lhe um adjutório semelhante a ele Tendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais terrestres, e todas as aves do céu. levou-os diante de Adão, para este ver como os havia de chamar; e todo o nome que Adão pôs aos animais vivos, esse é o seu verdadeiro nome. E Adão pôs nomes convenientes a todos os animais, a todas as aves do céu, e a todos os animais selváticos; mas não se achava para Adão um adjutório semelhante a ele. Formação da mulher e instituição do matrimônio. Mandou, pois, o Senhor Deus um profundo sono a Adão; e, enquanto ele estava dormindo, tirou uma das suas costelas, e pôs carne no lugar dela. E da costela, que tinha tirado de Adão, formou o Senhor Deus uma mulher; e a levou a Adão. E Adão disse: Eis aqui agora o osso de meus ossos e a carne da minha carne; ela se chamará Virago, porque do varão foi tomada." Gênesis 2, 7-23
CAPÍTULO III
Do segundo artigo do "Credo"
"Imediatamente Jesus obrigou os seus discípulos a subir para a barca e a passarem antes dele à outra margem do lago, em quanto ele despedia as turbas, Despedidas as turbas, subiu só a um monte para orar. Quando chegou a noite, achava-se ali . Entretanto, a barca achava-se a muitos estádios da terra e era batida pelas ondas, porque o vento era contrário. Porém, na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar. E (os discípulos), quando o viram andar sobre o mar, turbaram-se dizendo : E um fantasma. E, com medo, começaram a gritar. Mas Jesus falou-lhes imediatamente, dizendo: Tende confiança; sou eu, não reinais. Respondendo Pedro, disse: Senhor, se és tu, manda-me ir até onde estás por sobre as águas. Ele disse: Vem. Descendo Pedro
da barca, caminhava sobre a água para ir a Jesus. Vendo, porém, que o vento era forte, temeu, e, começando a submergir-se, gritou, dizendo: Senhor, salva-me! Imediata mente Jesus estendendo a mão, o tomou e lhe disse: Homem de pouca fé, porque duvidaste? Depois que subiram para a barca, o vento cessou. Os que estavam na barca aproximaram-se dele e o adoraram, dizendo: Verdadeiramente
tu és o Filho de Deus" Mt 14, 22-33
CAPÍTULO IV
Do terceiro artigo do "Credo"
No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem, chamado José, da casa de Davi. O nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, o anjo lhe disse: "Deus te salve, cheia de graça, o Senhor está contigo!"
Ao ouvir as palavras, ela se perturbou e refletia no que poderia significar a saudação.
Mas o anjo lhe falou: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus.
Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus.
Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará na casa de Jacó pelos séculos e seu reino não terá fim". Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, pois não conheço homem?" Em resposta o anjo lhe disse: "O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; e por isso mesmo Santo que vai nascer de ti será chamado Filho de Deus. Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho em sua velhice, e este é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível". Disse então Maria: "Eis aqui a serva do Senhor. Aconteça comigo segundo tua palavra!" E o anjo afastou-se dela. Luc 1, 26-33
CAPÍTULO V
Do quarto artigo do "Credo"
"Levaram, pois, Jesus da casa de Caifás ao Pretório. Era de manhã. Não entraram no Pretório para se não contaminarem, a fim de comerem a Páscoa. Pilatos, pois, Saiu fora para lhes falar e disse: Que acusação apresentais contra este homem? Responderam e disseram lhe: Se este não fosse um malfeitor, não o entregaríamos nas tuas mãos. Pilatos disse-lhes então: Tomai-o vós e julgai-o
segundo a vossa lei, Mas os judeus disseram-lhe: A nós não nos é permitido matar ninguém. Para se cumprir a palavra que Jesus dissera, significando de que morte havia de morrer. Tornou, pois, Pilatos a entrar no Pretório, chamou Jesus e disse-lhe: Tu és o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? "Respondeu Pilatos: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os pontífices são os que te entregaram nas minhas mãos. Que fizeste tu? "Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste inundo, certamente que os meus ministros se haviam de esforçar para que eu não fosse entregue aos judeus; mas o meti reino não é daqui Disse-lhe então Pilatos: Logo tu és rei` Respondeu Jesus: T o dizes, sou rei, Nasci, e vim ao mundo para dar testemunho da verdade; todo o que está pela
verdade. Ouve a minha voz.
"Disse lhe Pilatos: O que é a verdade? Dito isto, tornou a sair, para ir ter com os judeus e disse-lhes: Não encontro nele crime algum. Ora é costume que eu pela Páscoa, vos solte um prisioneiro; quereis. pois, que vos solte o rei dos judeus? Então gritaram todos novamente, dizendo: Não este. Mas Barrabás. Ora Barrabás era um salteador. Pilatos tomou então Jesus e mandou-o flagelar. Os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha sobre a cabeça e revestiram-no com um manto de púrpura. Depois, aproximavam-se dele e diziam-lhe: Salve, rei dos judeus! e davam-lhe bofetadas. Saiu Pilatos ainda entra vez fora , e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que conheçais que não encontro nele crime algum. Saiu, pois, Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de Púrpura. E (Pilatos) Eis aqui o homem. Então os, príncipes dos sacerdotes e os ministros, tendo-o visto, gritaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, porque eu não em centro nele crime algum Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e segundo a lei deve morrer Porque se fez Filho de Deus. Pilatos, tendo ouvido estas palavras temeu ainda mais. Entrou no Pretório e disse a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta Então disse-lhe Pilatos: Não me falas? Não vês que tenho poder para te soltar, e também para te crucificar? Respondeu Jesus: Tu não terias poder algum sobre mim, se não fosse dado do alto. Por isso o que me entregou a ti, tem maio pecado.Desde este momento, procurava Pilatos soltá-lo. Porém os judeus gritavam, dizendo: Se soltas este, não é, amigo de César, Porque todo o que se faz rei, declara-se contra César. Pilatos, tendo ouvido estas palavras, conduziu Jesus para fora e sentou se no seu tribunal. no lugar chamado Lithostrotos, em hebraico Gabbatha. Era a Parásceve (ou dia de preparação) da Páscoa, cerca da hora sexta, e disse aos judeus: Eis o vosso rei. Mas eles gritaram: Tira-o, tira-o, crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Pois eu, hei de crucificar o vosso rei? Responderam os pontífices: Não rei temos rei, senão César. Então entregou-lho, Para que fosse crucificado".
S. João, 18, 28-40; 19, 1-23
CAPÍTULO VI
Do quinto artigo do "Credo"
"No dia seguinte, isto é, depois da sexta-feira, os sumos sacerdotes e os fariseus foram a Pilatos e disseram: "Senhor, lembramo-nos de que aquele impostor disse em vida: 'Depois de três dias ressuscitarei'. Manda, pois, guardar o sepulcro até o terceiro dia para não acontecer que os seus discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: 'Ele ressuscitou dos mortos'. E esta última impostura será pior do que a primeira". Pilatos lhes disse: "Vós tendes a guarda. Ide e guardai-o como bem entendeis". Eles foram e puseram guarda ao sepulcro depois de selarem a pedra.Passado o sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. Subitamente houve um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu, aproximou-se, rolou a pedra do sepulcro e sentou-se nela. O seu aspecto era como o de um relâmpago e sua veste, branca como a neve. Paralisados de medo, os guardas ficaram como mortos. O anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: "Não tenhais medo. Sei que procurais Jesus, o crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou conforme tinha dito. Vinde ver o lugar onde estava. Ide logo dizer a seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e que vai à frente de vós para a Galiléia. Lá o vereis. Eis o que eu tinha a dizer".Jesus aparece às mulheres. Afastando-se logo do túmulo, cheias de temor e grande alegria, correram para dar a notícia aos discípulos. De repente, Jesus saiu ao encontro delas e disse-lhes: "Salve!" Elas se aproximaram, abraçaram-lhe os pés e se prostraram diante dele. Disse-lhes então Jesus: "Não tenhais medo! Ide dizer a meus irmãos que se dirijam à Galiléia e lá me verão". Mt 27, 62-66; 28, 1-10.
CAPÍTULO VII
Do sexto artigo do "Credo"
Os que prenderam Jesus levaram-no a Caifás, o Sumo Sacerdote, onde os escribas e anciãos se haviam reunido. Pedro o seguiu de longe até o pátio do Sumo Sacerdote. Entrou ali e sentou-se junto com os guardas para ver como ia terminar. Os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam falsos testemunhos contra Jesus para condená-lo à morte. Mas não os encontraram, embora muitas testemunhas falsas se tivessem apresentado. Finalmente apresentaram-se duas testemunhas que disseram: "Este homem falou: 'Posso destruir o Santuário de Deus e em três dias reconstruílo'". Então o Sumo Sacerdote levantou-se e perguntou: "Nada respondes ao que estes depõem contra ti?" Jesus, porém, permanecia calado. O Sumo Sacerdote lhe disse: "Conjuro-te pelo Deus vivo: dize-nos se tu és o Cristo, o Filho de Deus". Jesus respondeu-lhe: "Tu o disseste. Entretanto eu vos digo: Um dia vereis o Filho do homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu". Então o Sumo Sacerdote rasgou as vestes e disse: "Blasfemou! Que necessidade temos de mais testemunhas? Acabais de ouvir a blasfêmia. O que vos parece?" Eles responderam: "É réu de morte". Então começaram a cuspir-lhe no rosto e a dar-lhe bofetadas, e outros a ferir-lhe o rosto ; e diziam: "Adivinha, ó Cristo, quem foi que te bateu?" Mt 7, 57-68
CAPÍTULO VIII
Do sétimo artigo do "Credo"
"Quando o Filho do homem vier em sua glória com todos os seus anjos, então se assentará no seu trono glorioso. Em sua presença, todas as nações se reunirão e ele vai separar uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos, à esquerda. E o rei dirá aos que estiverem à sua direita: 'Vinde, abençoados por meu Pai! Tomai posse do Reino
preparado para vós desde a criação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, fui peregrino e me acolhestes e, estive nu e me vestistes, enfermo e me visitastes, estava na cadeia e viestes ver-me'. E os justos perguntarão: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome e te alimentamos, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo ou na cadeia e te fomos visitar?' E o rei dirá: 'Eu vos garanto: todas as vezes que fizestes isso a um desses meus irmãos menores, a mim o fizestes'. Depois dirá aos da esquerda: 'Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque eu tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber, fui peregrino e não me destes abrigo; estive nu e não me vestistes,
enfermo e na cadeia e não me visitastes'. E eles perguntarão: 'Senhor, quando foi que te vimos faminto ou sedento, peregrino ou enfermo ou na cadeia e não te servimos?' E ele lhes responderá: 'Eu vos garanto: quando deixastes de fazer isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes'. E estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos, para a vida eterna". Mt 25, 31-46
CAPÍTULO IX
Do oitavo artigo do "Credo"
"Chegando o dia de Pentecostes s, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como de um vento impetuoso, que encheu toda a casa em que estavam sentados. Viram aparecer, então, uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas u, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.* Ora, em Jerusalém moravam judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, acorreu muita gente e se maravilhava de que cada um os ouvisse falar em sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam sua admiração e diziam: "Estes que estão falando não são todos galileus? Como, então, todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas, os que habitam a Mesopotâmia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia, próximas de Cirene, peregrinos romanos, judeus ou convertidos ao judaísmo, cretenses e árabes - todos os ouvimos falar as grandezas de Deus em nossas próprias línguas. Atônitos e fora de si, diziam uns para os outros: "O que quer dizer isso?" Outros, zombando, diziam: "Eles estão cheios de vinho". Atos 2, 1-13
CAPÍTULO X
Do nono artigo do "Credo"
"Então os apóstolos e presbíteros, de acordo com toda a Igreja, resolveram escolher alguns homens e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé; escolheram Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos. Por seu intermédio enviaram a seguinte carta: "Os irmãos, os apóstolos e presbíteros saúdam os irmãos de Antioquia, Síria e Cilícia, convertidos dentre os pagãos. Chegou ao nosso conhecimento que alguns dos nossos vos têm perturbado com palavras, confundindo vossas mentes, sem nenhuma autorização
de nossa parte. Por isso resolvemos, de comum acordo, enviar-vos alguns homens escolhidos, em companhia de nossos amados Barnabé e Paulo, que expuseram suas vidas pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estamos enviando Judas e Silas para vos comunicar de viva voz as mesmas coisas. Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor nenhuma outra exigência além das necessárias: que vos abstenhais das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e da prostituição. Procedereis bem evitando
estas coisas.* Passai bem". Atos 15, 22-29
§ 1o - Da Igreja em geral
§ 2o - Da Igreja em particular
§ 3o - Da Igreja docente e da Igreja discente
Um anjo do Senhor falou a Filipe: "Vai para o sul pelo caminho que, através do deserto, desce de Jerusalém para Gaza". E Filipe partiu. Ora, um etíope, camareiro e tesoureiro-mor a serviço da rainha Candace da Etiópia, tinha ido prestar culto em Jerusalém. Voltava, sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. O Espírito Santo disse a Filipe: "Aproxima-te e acompanha aquele carro". Filipe acelerou o passo. Ouvindo que lia o profeta Isaías, perguntou: "Será que estás entendendo o que lês?" Ele respondeu: "Como é que vou entender se ninguém me orienta?" Então convidou Filipe para subir e sentar-se ao seu lado. A passagem da Escritura que ele lia era a seguinte : Como uma ovelha levada ao matadouro, e como um cordeiro diante de quem o tosquia, ele emudeceu e não abre a boca. Com humilhação foi consumado o seu julgamento; de seus descendentes, quem falará? pois a sua vida é tirada da terra. O camareiro perguntou a Filipe: "Dize-me, de quem o profeta está falando? De si mesmo ou de outro?" Filipe pôs-se a falar e, começando com esta passagem da escritura, anunciou-lhe a boa-nova de Jesus. Seguindo o caminho, encontraram água e o camareiro disse: "Aqui existe água, o que impede que eu seja batizado?" Mandou parar o carro, e os dois desceram para a água, Filipe e o camareiro, e Filipe o batizou. Quando subiram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe, e o camareiro já não o viu, mas alegre prosseguiu seu caminho. Quanto a Filipe, foi parar em Azoto e, de passagem, anunciava a boa-nova a todas as cidades até
chegar a Cesaréia" Atos 8, 26-40
§ 4o - Do Papa e dos Bispos
"Chegando à região de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: "Quem as pessoas dizem que é o Filho do homem?" Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas". Então ele perguntou-lhes: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Simão Pedro respondeu:"Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo". Em resposta, Jesus disse: "Feliz és tu, Simão filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem te revelou isso, mas o Pai que está nos céus. E eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e as portas do inferno nunca levarão vantagem sobre ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo que desligares na terra será desligado nos céus". E deu
ordens aos discípulos de não falarem para ninguém que ele era o Cristo". Mt 16, 13-20.
§5o - Da comunhão dos Santos
O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os olhos, o que contemplamos e nossas mãos apalparam no tocante ao Verbo da vida a - porque a vida se manifestou e nós vimos e testemunhamos, anunciando-vos a vida eterna que estava com o Pai e nos foi manifestada - o que vimos e ouvimos, nós também vos anunciamos a fim de que também vós vivais em comunhão conosco.
Ora, nossa comunhão é com o Pai e seu Filho, Jesus Cristo. Nós vos escrevemos estas coisas para nossa alegria ser completa! Para viver na luz. A mensagem que dele ouvimos e vos anunciamos é esta: Deus é luz, nele não há trevas. Se dizemos ter comunhão com ele mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andamos na luz, assim como ele está na luz, estamos em comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dizemos que em nós não há pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está conosco. Se confessamos nossos pecados, fiel e justo é Deus para nos perdoar e nos purificar de toda iniqüidade. Se dizemos que não pecamos, chamamos Deus de mentiroso e sua palavra não está conosco. I João 1, 1-10
§ 6o - Daqueles que estão fora da Igreja
CAPÍTULO XI
Do décimo artigo do "Credo"
"Alguns dias depois, Jesus entrou novamente em Cafarnaum, e souberam que ele estava em casa. Reuniu-se tanta gente que nem mesmo em frente à porta havia lugar para todos. E Jesus lhes anunciava a palavra. Trouxeram-lhe um paralítico, carregado por quatro homens. Como não podiam levá-lo até Jesus, por causa
da multidão, descobriram o teto no lugar em que ele se achava, e pela abertura desceram a maca em que estava deitado o paralítico. Ao ver a fé deles, Jesus disse ao paralítico: "Filho, os teus pecados estão perdoados". Ora, estavam sentados ali alguns escribas, pensando consigo mesmos: "Como este homem pode falar assim? Ele blasfema! Quem pode perdoar pecados senão só Deus?" Mas Jesus percebeu logo em seu espírito os pensamentos deles e disse: "Por
que estais pensando assim? a O que é mais fácil dizer ao paralítico: 'teus pecados estão perdoados' ou dizer: 'levanta-te, toma a tua maca e anda'? Pois bem, para que saibais que o Filho do homem * tem na terra poder de perdoar os pecados - disse ao paralítico - eu te digo: levanta-te, toma a tua maca e vai para casa". Ele se levantou, pegou logo a sua maca e saiu à vista de todos. Todos se espantaram e se puseram a louvar a Deus, dizendo: "Nunca vimos coisa igual!"
Mar 2, 1-12
CAPÍTULO XII
Do undécimo artigo do "Credo"
"No dia seguinte, isto é, depois da sexta-feira, os sumos sacerdotes e os fariseus foram a Pilatos e disseram: "Senhor, lembramo-nos de que aquele impostor disse em vida: 'Depois de três dias ressuscitarei'. Manda, pois, guardar o sepulcro até o terceiro dia para não acontecer que os seus discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: 'Ele ressuscitou dos mortos'. E esta última impostura será pior do que a primeira". Pilatos lhes disse: "Vós tendes a guarda. Ide e guardai-o como bem entendeis". Eles foram e puseram guarda ao sepulcro depois de selarem a pedra. Passado o sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. Subitamente houve um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu, aproximou-se, rolou a pedra do sepulcro e sentou-se nela. O seu aspecto era como o de um relâmpago e sua veste, branca como a neve. Paralisados de medo, os guardas ficaram como mortos. O anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: "Não tenhais medo. Sei que procurais Jesus, o crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou conforme tinha dito. Vinde ver o lugar onde estava. Ide logo dizer a seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e que vai à frente de vós para a Galiléia. Lá o vereis. Eis o que eu tinha a dizer". Jesus aparece às mulheres. Afastando-se logo do túmulo,
cheias de temor e grande alegria, correram para dar a notícia aos discípulos.
De repente, Jesus saiu ao encontro delas e disse-lhes: "Salve!" Elas se aproximaram, abraçaram-lhe os pés e se prostraram diante dele. Disse-lhes então Jesus: "Não tenhais medo! Ide dizer a meus irmãos que se dirijam à Galiléia e lá me verão".
Mt 27, 62-65; 28, 1-10.
CAPÍTULO XIII
Do duodécimo artigo do "Credo"
"Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta.
Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com óleo perfumado e lhe tinha enxugado os pés com os cabelos. Seu irmão Lázaro estava enfermo. As irmãs mandaram dizer a Jesus: "Senhor, aquele a quem amas está doente". Quando ouviu isso, Jesus
disse: "Esta doença não causará a morte mas se destina à glória de Deus: por ela o Filho de Deus será glorificado". Ora, Jesus amava Marta, sua irmã e Lázaro. Embora estivesse informado de que ele estava doente, demorou-se ainda dois dias naquele lugar. Depois disse aos discípulos: "Voltemos para a Judéia". Os discípulos disseram: "Mestre, há pouco os judeus te queriam apedrejar e tu voltas
para lá?" Jesus respondeu: "Não são doze as horas do dia? Se alguém caminha durante o dia, não tropeça porque vê a luz deste mundo; mas se caminha de noite, tropeça porque lhe falta a luz".Depois destas palavras, acrescentou: "Lázaro, nosso amigo, adormeceu mas eu vou despertá-lo". "Senhor, se ele está dormindo é porque vai ficar bom" - disseram os discípulos. Jesus se referia à
morte, mas eles pensavam que estivesse falando do repouso do sono.
Então Jesus lhes falou claramente: "Lázaro morreu. Eu me alegro de não ter estado lá, para que vós assim acrediteis. Mas vamos até ele". Tomé, chamado Dídimo, disse então aos companheiros:"Vamos nós também para morrermos com ele". Quando Jesus chegou, já fazia quatro dias que Lázaro estava no túmulo. Betânia ficava perto de Jerusalém, a uns três quilômetros.Muitos judeus tinham vindo até Marta e Maria para as consolar da morte do irmão. Quando Marta ouviu que Jesus havia
chegado, saiu-lhe ao encontro.
Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: "Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Sei, porém, que tudo quanto pedires a Deus ele te concederá". Jesus respondeu: "Teu irmão ressuscitará".* "Sei que ele ressuscitará na ressurreição do último dia" - disse Marta. Jesus lhe disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda
que esteja morto, viverá.
E quem vive e crê em mim jamais morrerá".Crês isto?" "Sim, Senhor - respondeu ela - creio que és o Cristo, o Filho de Deus, que devia vir a este mundo". Dito isso, ela foi chamar sua irmã Maria e disse-lhe baixinho:
"O Mestre está aí e te chama".
Ao ouvir isso, Maria levantou-se imediatamente e foi ao encontro dele.
É que Jesus ainda não havia entrado no povoado mas ficou lá onde Marta o tinha encontrado. Os judeus, que estavam em casa com ela e a consolavam, vendo que Maria se tinha levantado e saído às pressas, seguiram-na pensando: "Ela vai ao sepulcro para chorar". Assim que Maria chegou onde Jesus estava, lançou-se aos pés dele e disse: "Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido". Quando viu que Maria e todos os judeus que vinham com ela estavam chorando, Jesus se comoveu profundamente. E emocionado,
perguntou: "Onde o pusestes?" "Senhor, vem ver" - disseram-lhe. Jesus começou a chorar. Os judeus comentavam: "Vede como ele o amava". Alguns, porém, disseram: "Ele, que abriu os olhos do cego de nascença, não podia fazer com que Lázaro não morresse?" Tomado novamente de profunda emoção, Jesus se dirigiu ao sepulcro. Era uma gruta com uma pedra colocada na entrada. Jesus ordenou: "Tirai a pedra". Marta, irmã do morto, disse: "Senhor, já está cheirando mal, pois já são quatro dias que está aí". Jesus respondeu: "Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?" Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: "Pai, eu te dou graças porque me atendeste. Eu sei que
sempre me atendes, mas digo isto por causa da multidão que me rodeia, para que creiam que tu me enviaste". Depois dessas palavras, gritou bem forte: "Lázaro, vem para fora"! O morto saiu com os pés e as mãos atados com faixas e o rosto envolto num sudário. Jesus ordenou: "Desatai-o e deixai-o andar". João 11, 1-44
Segunda Parte
Da Oração
CAPÍTULO I
Da oração em geral
"Jesus contou também a seguinte parábola para alguns que confiavam em si mesmos, tendo-se por justos, e desprezavam os outros: "Dois homens subiram ao Templo para orar; um era fariseu, o outro, um cobrador de impostos. O fariseu rezava, de pé, desta maneira: 'Ó meu Deus, eu te agradeço por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem mesmo como este
cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana, pago o dízimo de tudo que possuo'.
Mas o cobrador de impostos, parado à distância, nem se atrevia a levantar os olhos para o céu. Batia no peito, dizendo: 'Ó meu Deus, tem piedade de mim, pecador! Eu vos digo: Este voltou justificado para casa e não aquele. Porque todo aquele que se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado". Luc 18, 9-14 "E quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé nas sinagogas e nas esquinas das praças para serem vistos pelos outros. Eu vos garanto: eles já receberam a recompensa. Mas quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai que está no oculto. E o Pai, que vê no oculto, te dará a recompensa. E nas orações não faleis muitas palavras, como os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por causa das muitas palavras. Não os imiteis, pois o Pai já sabe de vossas necessidades antes mesmo de pedirdes". Mt 6, 2-9
CAPÍTULO II
Da oração dominical
"Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um dos discípulos lhe pediu: "Senhor, ensina-nos a rezar como João ensinou a seus discípulos". Ele lhes disse: "Quando rezardes, dizei:Pai, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino.O pão nosso de cada dia nos dá hoje.E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o nosso devedor,e não nos deixes cair em tentação". Jesus acrescentou: "Se algum de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: 'Amigo, empresta-me três pães, pois um amigo meu chegou de viagem e não tenho nada para oferecer', e ele responder lá de dentro: 'Não me incomodes, a porta já está fechada e eu e meus filhos já estamos deitados; não posso me levantar para te dar os pães'. Eu vos digo: Se ele não se levantar e não lhe der os pães por ser seu amigo, ao menos se levantará por causa do incômodo e lhe dará quantos necessitar.Pedir com confiança Digo-vos, pois: Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos abrirão. Pois quem pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, se abre. Que pai dentre vós dará uma pedra a seu filho que pede um pão? Ou lhe dará uma cobra se ele pedir um peixe? Ou se pedir um ovo lhe dará um escorpião?
Se, pois, vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu saberá dar o Espírito Santo aos que pedirem!" Luc 11, 1-13
§ 1o - Da oração dominical em geral
§ 2o - Da primeira petição do Padre-Nosso
§ 4o - Da terceira Petição do Padre-Nosso
§ 5o - Da quarta petição do Padre-Nosso
§ 6o - Da quinta petição do Padre-Nosso
§ 8o - Da sétima petição do Padre-Nosso
CAPÍTULO III
Da Ave-Maria
"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem,prometida em casamento a um homem, chamado José, da casa de Davi. O nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, o anjo lhe disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!" Ao ouvir as palavras, ela se perturbou e refletia no que poderia significar a saudação. Mas o anjo lhe falou: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará na casa de Jacó pelos séculos e seu reino não terá fim". Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, pois não conheço homem?" Em resposta o anjo lhe disse: "O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; é por isso que o menino santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. Até Isabel, tua parenta, concebeu um filho em sua velhice, e este é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível". Disse então Maria: "Eis aqui a serva do Senhor. Aconteça comigo segundo tua palavra!" E dela se afastou o anjo. Naqueles dias, Maria se pôs a caminho e foi apressadamente às montanhas para uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Aconteceu que, mal Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança saltou em seu ventre; e Isabel, cheia do Espírito Santo , exclamou em voz alta: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem a honra que a mãe do meu Senhor venha a mim? Pois quando soou em meus ouvidos a voz de tua saudação, a criança saltou de alegria em meu ventre. Feliz é aquela que teve fé no cumprimento do que lhe foi dito da parte do Senhor". Luc 1, 26-45
CAPÍTULO IV
Da invocação dos Santos
"Então os amalecitas vieram combater contra os israelitas em Rafidim.
Moisés disse a Josué: "Escolhe alguns homens e sai para combater contra os amalecitas. Amanhã estarei de pé no alto da colina com a vara de Deus na mão". Josué fez o que Moisés lhe tinha mandado, e atacou os amalecitas, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiram ao topo da colina. Enquanto mantinha a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, vencia Amalec. Como as mãos de Moisés se tornassem pesadas, pegaram uma pedra e a colocaram debaixo dele para sentar. Aarão e Hur, um de cada lado, sustentavam-lhe as mãos. Assim as mãos ficaram firmes até o pôr-do-sol, e Josué derrotou Amalec e sua gente a fio de espada.O Senhor disse a Moisés: "Escreve isto para recordação num livro e comunica a Josué que eu apagarei a lembrança de Amalec debaixo do céu". Moisés construiu um altar e deu-lhe o nome "o Senhor é meu estandarte", dizendo: "Levantou a mão contra o trono do Senhor, por isso o Senhor estará em guerra contra Amalec,
de geração em geração". Ex 17, 8-15
"Quando o Senhor acabou de dirigir a Jó estas palavras, disse a Elifaz de Temã: "Estou indignado contra ti e teus dois companheiros, porque não falastes corretamente de mim, como o fez meu servo Jó. Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros e dirigi-vos ao meu servo Jó. Oferecei-os em holocausto em vosso favor, enquanto meu servo Jó intercederá por vós. Em atenção a ele, não vos tratarei como merece vossa temeridade, por não terdes falado corretamente de mim, como o fez meu servo Jó". Elifaz de Temã, Baldad de Suás e Sofar de Naamat fizeram o que o Senhor lhes ordenara, e ele atendeu à oração de Jó.
O Senhor mudou a sorte de Jó, porque intercedia por seus companheiros, e duplicou todas as suas posses. Vieram visitá-lo seus irmãos e suas irmãs e os antigos conhecidos e jantaram com ele em sua casa, consolaram-no e confortaram-no pela desgraça que o Senhor lhe tinha enviado; cada um lhe ofereceu uma soma de dinheiro e um anel de ouro. O Senhor abençoou a Jó pelo fim de sua vida mais do que no princípio; possuía agora quatorze mil ovelhas, seis
mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas.
Teve sete filhos e três filhas: a primeira chamava-se Rola; a segunda, Cássia; a terceira, Azeviche. Não havia em todo o país mulheres mais belas que as filhas do Jó.
Seu pai lhes repartiu heranças como a seus irmãos. Depois destes acontecimentos Jó viveu cento e quarenta anos e viu seus filhos, netos e bisnetos. E Jó morreu velho e cheio de dias". Jó 8, 7-17
Terceira Parte
Dos Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja
CAPÍTULO I
Dos Mandamentos da Lei de Deus em geral
CAPÍTULO II
Dos Mandamentos que se referem a Deus
"Uma vez mais vos digo que ninguém me tenha por insensato ; ou então tomai-me por insensato, para que também eu possa sentir um pouco de orgulho. O que vou dizer na certeza de poder orgulhar-me, não o digo sob inspiração do Senhor mas como num acesso de delírio. Visto que muitos se orgulham das coisas humanas, também eu vou orgulhar-me. Vós, que sois sensatos, suportais de boa vontade os insensatos. Sim, suportais quem vos escraviza, quem vos devora, quem vos explora, quem vos trata com orgulho, quem vos bate no rosto. Neste ponto, sinto vergonha de dizer, parece que fomos fracos. Quanto às pretensões que qualquer outro possa ter - falo como louco - também eu as tenho. São hebreus? Também sou. São israelitas? Também sou. São da descendência de Abraão? Também sou. São ministros de Cristo? Falando como louco, eu sou mais ainda. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelas prisões, pelos açoites sem conta. Muitas vezes vi a morte de perto. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez, apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no alto-mar. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos da parte de concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos nos lugares desabitados, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos! Trabalhos e fadigas, muitas noites sem dormir, com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez! Além de outras coisas, o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação por todas as igrejas! Quem está fraco, sem que eu sinta com ele? Quem é seduzido ao pecado, sem que eu fique indignado? Se é preciso contar vantagens, contarei vantagens da minha fraqueza. Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é bendito pelos séculos, sabe que
não minto. Em Damasco, o governador do rei Aretas pôs guarda na cidade dos damascenos, para me prender , mas através de uma janela, fui descido numa cesta pelo muro, e escapei das suas mãos". II Cor 11, 16-33
§ 1o - Do primeiro Mandamento da Lei de Deus
§ 2o - Do segundo Mandamento da Lei de Deus
"Certo homem, chamado Ananias, de comum acordo com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade. Com a cumplicidade da mulher, reteve uma parte do preço e foi depositar o resto aos pés dos apóstolos. Pedro, porém, disse: "Ananias, por que Satanás se apoderou de teu coração para enganar o Espírito Santo, retendo uma parte do preço do terreno? Por acaso não podias conservá-lo, sem o vender? E depois de vendido, não podias dispor livremente da quantia? Então, por que resolveste fazer isso? Não foi aos homens que mentiste, mas a
Deus".
Ao ouvir estas palavras, Ananias caiu morto. Grande medo tomou conta de todos os que souberam disso. Alguns jovens se levantaram, envolveram o corpo num lençol e o retiraram dali para sepultar. Passadas umas três horas, entrou também a mulher, sem saber o que havia acontecido. Pedro perguntou-lhe: "Dize-me: foi por tanto que vendestes o terreno?" Ela respondeu: "Sim, foi por esse preço". Então Pedro disse: "Por que combinastes tentar o Espírito do Senhor?
Olha, já estão entrando pela porta aqueles que sepultaram o teu marido.
Eles vão levar também a ti". Ela imediatamente caiu aos pés de Pedro e morreu. Quando os jovens entraram, encontraram a mulher morta e a levaram para sepultar ao lado do marido. Grande medo se apoderou de toda a Igreja e de todos que ouviram tais coisas". Atos 5, 1-11
§ 3o - Do terceiro Mandamento da Lei de Deus
"No primeiro dia da semana, de manhã muito cedo, as mulheres vieram ao túmulo trazer os perfumes que tinham preparado. Encontraram a pedra do túmulo removida e, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Ficaram sem saber o que fazer. Nisso, dois homens vestidos de roupas brilhantes apareceram diante
delas.
Como ficassem aterrorizadas e baixassem os olhos para o chão, eles disseram: "Por que procurais entre os mortos quem está vivo? Ele não está aqui mas ressuscitou! Lembrai-vos do que vos falou, quando estava ainda na Galiléia: O Filho do homem deveria ser entregue ao poder de pecadores e ser crucificado mas ressuscitaria ao terceiro dia". Então elas se lembraram das palavras de Jesus". Luc 24, 1-8 "No primeiro dia da semana, estávamos reunidos para partir
o pão.
Paulo, que ia viajar no dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a conversa até meia-noite. Havia muitas lâmpadas na sala onde estávamos reunidos. Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado no parapeito de uma janela, adormeceu profundamente enquanto Paulo continuava a falar. Vencido pelo sono, caiu do terceiro andar, e o levantaram morto. Paulo desceu, debruçou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: "Não vos perturbeis. Ele está vivo". Depois subiu, partiu o pão, comeu e prosseguiu a pregação até ao amanhecer. Então partiu. Quanto ao rapaz, levaram-no vivo, com grande consolo de todos". Atos 20, 7-12
CAPÍTULO III
Dos Mandamentos que se referem ao próximo
§ 1o - Do quarto Mandamento da Lei de Deus
"Honra teu pai e tua mãe, como o Senhor teu Deus te mandou, para que vivas longos anos e sejas feliz na terra que o Senhor teu Deus te dá". Deut 5, 16
"Meu filho, escuta a advertência de teu pai, e não rejeites o ensino de tua mãe, pois serão diadema para tua cabeça e um colar para teu pescoço". Prov 1, 8-9
"Pois o Senhor glorifica o pai em seus filhos e consolida a autoridade da mãe sobre a prole. Quem honra o pai, expia os pecados;quem glorifica a mãe, é como se acumulasse tesouros. Quem honra o pai será alegrado pelos filhos e, no dia em que orar, será atendido. Quem glorifica o pai terá vida longa, e quem obedece ao Senhor proporcionará repouso à sua mãe. Quem teme o Senhor honrará seu pai e, como a senhores, servirá seus genitores.Com obras e palavras honra teu pai, para que venha sobre ti a sua bênção. A bênção do pai consolida a casa dos filhos; a maldição da mãe lhes destrói os alicerces. Não te glories da desonra de teu pai, pois a desonra do pai não é uma glória para ti.A glória do homem vem da honra de seu pai, e é uma desonra para os filhos a mãe desprezada. Filho, ampara teu pai na velhice, e não lhe causes desgosto enquanto vive.Ainda que perca a razão, sê tolerante e não o desprezes, tu, que estás em teu pleno vigor.
Não será esquecida a compaixão para com teu pai e, em lugar dos pecados, terás os méritos aumentados. No dia da aflição, o Senhor lembrar-se-á de ti; e teus pecados desaparecerão, como o gelo ao calor do dia. Quem abandona o pai é como blasfemador; e é maldito do Senhor quem irrita sua mãe." Eclo 3, 2-13.
"Quem amaldiçoa o pai e a mãe verá sua lâmpada apagar-se nas trevas".Prov 20, 20 "Maldito, quem desprezar o pai ou a mãe! E todo o povo dirá: Amém! Deut 27, 16 "Quando o viram, ficaram admirados e sua mãe lhe disse: "Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu, aflitos, te procurávamos". Ele respondeu-lhes : "Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa do meu Pai?" Eles não entenderam o que lhes dizia. Depois desceu com eles e foi para Nazaré, e lhes era submisso. Sua mãe conservava a lembrança de tudo isso no coração. Jesus crescia em sabedoria, idade e graça diante de Deus e das pessoas". Luc 2, 48-52.
§ 2o - Do quinto Mandamento da Lei de Deus
"Aconteceu, tempos depois, que Caim apresentou ao Senhor frutos da terra como oferta. Abel, por sua vez, ofereceu os primeiros cordeirinhos e a gordura das ovelhas. E o Senhor olhou para Abel e sua oferta, mas não deu atenção a Caim e sua oferta. Caim se enfureceu e ficou com o rosto abatido. O Senhor disse a Caim: "Por que estás enfurecido e andas com o rosto abatido? Não é verdade que, se fizeres o bem, andarás de cabeça erguida? Mas se não o fizeres, o pecado não estará à porta, espreitando-te, como um assaltante? Tu, porém, terás de dominá-lo". Caim disse a Abel, o irmão: "Vamos para o campo!" Mas, quando estavam no campo, Caim agrediu o irmão Abel e o matou. O Senhor perguntou a Caim: "Onde está teu irmão Abel?" E ele respondeu: "Não sei. Acaso sou o guarda de meu irmão?" "O que fizeste? - perguntou ele - Ouço da terra a voz do sangue de teu irmão, clamando por vingança! Agora serás amaldiçoado pela própria terra que engoliu o sangue de teu irmão, derramado por ti. Quando cultivares o solo, negar-te-á o sustento e virás a ser um fugitivo, errante sobre a terra". Caim disse ao Senhor : "O castigo é grande demais para suportá-lo. Eis que hoje me expulsas da face deste solo fértil e devo ocultar-me diante de teu rosto. Quando estiver fugindo e vagueando pela terra, quem me encontrar, matar-meá". Mas o Senhor lhe disse: "Pois bem. Se alguém matar Caim, será vingado sete vezes". O Senhor pôs, então, um sinal em Caim para que ninguém, ao encontrá-lo, o matasse. Afastando-se da presença do Senhor, Caim foi habitar na região de Nod, ao oriente de Éden". Gênesis 4, 3-16
§ 3o - Do 6o e do 9o Mandamentos da Lei de Deus
"José foi levado para o Egito. Putifar, um egípcio, ministro do Faraó e chefe da guarda do palácio, o comprou dos ismaelitas que o tinham levado para lá. Mas o Senhor estava com José e ele se tornou um homem bem sucedido enquanto esteve na casa de seu senhor egípcio. O patrão notou que o Senhor estava com ele e fazia prosperar todas as suas iniciativas. José conquistou as boas graças de seu amo que o pôs a seu serviço, constituindo-o administrador da casa e confiando-lhe todos os bens. E desde o momento em que o fez administrador, o Senhor abençoou em atenção a José a casa do egípcio e derramou sua bênção sobre tudo que possuía em casa e no campo. Ele entregou tudo nas mãos de José e não se preocupava com coisa alguma a não ser com o que comia. Ora, José tinha um belo porte e era formoso de rosto. Aconteceu, depois, que a mulher de seu amo pôs nele os olhos e lhe disse: "Dorme comigo". Ele recusou, dizendo à mulher de seu senhor: "Em verdade meu senhor não me pede contas do que há na casa, confiando-me todos os bens. Ele próprio não é mais importante do que eu nesta casa. Nada se reservou senão a ti por seres sua mulher. Como poderia eu fazer tamanha maldade pecando contra Deus!" E ainda que ela insistisse com José, todos os dias, para dormir com ela ou mesmo estar com ela, ele não atendeu. Um dia José entrou na casa para cumprir as tarefas e nenhum dos empregados estava em casa. A mulher o agarrou pelo manto, dizendo: "Dorme comigo". Mas ele largou-lhe nas mãos o manto e fugiu correndo para fora. Vendo que lhe tinha deixado nas mãos o manto e escapado para fora, ela se pôs a gritar e a chamar os empregados, dizendo: "Vede! meu marido trouxe este hebreu para abusar de nós. Aproximou-se de mim para dormir comigo, mas pus-me a gritar em
voz alta.
Quando viu que comecei a gritar por socorro, largou o manto junto a mim e fugiu correndo para fora". A mulher ficou com o manto de José até o marido voltar para casa. Então falou-lhe nos mesmos termos, dizendo: "Esse escravo hebreu que nos trouxeste, veio ter comigo e quis abusar de mim. Quando me ouviu gritar por socorro, largou junto de mim o manto e fugiu para fora". Ao ouvir o
marido o que dizia a mulher, "assim é que me tratou teu escravo", ficou furioso. Mandou prender José e o meteu no cárcere, onde se guardavam os presos do rei. E José ficou no cárcere. Mas o Senhor estava com José e concedeu-lhe seu favor, atraindo- lhe a simpatia do chefe do cárcere. Este confiou a seus cuidados
todos os que se achavam presos. Era ele que organizava tudo que lá se fazia. O chefe da prisão não se preocupava com coisa alguma que lhe fora confiada, porque o Senhor estava com José e fazia prosperar tudo o que ele fazia."
Gênesis 39, 1-23
§ 4o - Do sétimo Mandamento da Lei de Deus
"Jesus entrou em Jericó e atravessava a cidade. Havia ali um homem rico, chamado Zaqueu, chefe dos cobradores do imposto. Procurava ver Jesus, mas não conseguia por causa da multidão, pois era muito baixo. Correndo na frente, subiu numa figueira brava para vê-lo, pois tinha de passar por ali. Ao chegar ao lugar, Jesus olhou para cima e disse-lhe: "Zaqueu, desce depressa, pois hoje devo ficar em tua casa". Ele desceu a toda pressa e o recebeu com alegria. Ao ver isso, todos começaram a resmungar: "Ele foi hospedar-se na casa de um pecador". Zaqueu entretanto, de pé, disse ao Senhor: "Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se em alguma coisa prejudiquei alguém, vou restituir quatro vezes mais". Disse-lhe Jesus: "Hoje a salvação entrou nesta casa porque também este é um filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio procurar
e salvar o que estava perdido". Luc 19, 1-9
§ 5o - Do oitavo Mandamento da Lei de Deus
"Em Babilônia vivia um homem de nome Joaquim. Estava casado com uma senhora chamada Susana filha de Helcias, que era muito bonita e religiosa. Também seus pais eram pessoas justas e tinham educado a filha de acordo com a Lei de Moisés. Joaquim era muito rico e tinha um parque confinante com sua casa; junto dele afluíam os judeus, por ser o mais respeitado de todos. Ora, naquele ano dois anciãos do povo tinham sido apontados como juízes, a respeito dos quais o Senhor tinha dito: "De Babilônia brotou a iniqüidade, da parte de anciãos-juízes que aparentemente governavam o povo". Eles freqüentavam a casa de Joaquim, e todos os que tinham alguma questão se dirigiam a eles. Ora, quando pelo meio-dia o povo se tinha dispersado, Susana ia passear no parque do marido. Os dois anciãos viam-na todos os dias entrar e passear, e acabaram se apaixonando por ela. Fizeram o contrário do que deveriam ter feito, evitando erguer os olhos para o Céu e esquecendo os justos juízos de Deus. Embora ambos se sentissem perdidamente apaixonados por ela, contudo um não traía ao outro o seu sofrimento, porque ainda sentiam vergonha de manifestar o desejo ardente de a possuir. Todos os dias espreitavam avidamente por vê-la.
Certo dia um disse ao outro: "Vamos para casa, é hora de almoço!" Mas quando saíram e se separaram um do outro, deram um giro, acabando por encontrar-se no mesmo ponto... Forçados portanto a se explicar, finalmente confessaram um ao outro sua paixão; então combinaram espreitar uma eventual ocasião de a encontrar a sós. Ora, enquanto os dois estavam à espreita duma ocasião favorável, certo dia Susana entrou no parque segundo seu costume, acompanhada apenas por duas mocinhas; é que queria tomar banho por causa do calor intenso. Não havia lá ninguém, exceto os dois velhos que estavam escondidos e a espreitavam. Então ela ordenou às mocinhas: "Por favor, ide buscar-me azeite e perfumes e trancai as portas do parque, enquanto tomo banho!" Elas obedeceram, trancando as portas do parque e retirando-se por uma porta lateral, para buscar o que a patroa tinha pedido, sem se darem conta que os velhos estavam lá escondidos. Apenas as duas mocinhas tinham saído, os dois velhos se levantaram e correram para Susana, dizendo: "Olha, as portas do parque estão trancadas e ninguém nos vê; nós estamos apaixonados por ti: faze-nos a vontade e entrega-te a nós! Caso contrário, nós deporemos contra ti que um moço estava contido e foi por isso que mandaste embora as meninas". Então Susana deu um suspiro, exclamando: "Vejo-me encurralada de todos os lados. Pois se fizer isto, espera-me a morte, mas se não o fizer, não escaparei das vossas mãos. Contudo prefiro cair inocente em vossas mãos a pecar na presença do Senhor". Então ela se pôs a gritar em altas vozes, mas também os dois velhos gritaram contra ela. Um deles correu para as portas do parque e as abriu. Quando
a gente da casa ouviu a gritaria no parque, precipitaram-se pela porta dos fundos para ver o que lhe estaria sucedendo. Mas quando os velhos apresentaram a sua versão dos fatos, os empregados gados ficaram muito constrangidos, porque jamais se tinha ouvido falar de qualquer deslize de Susana. Quando no dia seguinte o povo se reuniu em casa do seu marido Joaquim, os dois anciãos vieram animados pela intenção criminosa de conseguir sua condenação à morte; por isso se dirigiram ao povo reunido: "Mandai comparecer a Susana filha de Helcias, mulher de Joaquim!" Mandaram-na portanto chamar. Ela compareceu em companhia dos pais e filhos e de todos os parentes. Ora, Susana era mulher de aparência exuberante e de extraordinária beleza. Como ela se apresentasse com o rosto velado, os dois malvados mandaram tirar-lhe o véu, para se embriagarem
da sua beleza.
Seus familiares e todos os parentes choravam. Os dois velhos se levantaram no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana. Mas, entre lágrimas, ela olhou para o céu, pois seu coração tinha confiança no Senhor. Em seguida os anciãos deram este depoimento: "Enquanto estávamos passeando a sós no parque, esta mulher entrou com duas mocinhas e mandou fechar as portas do parque, para depois mandá-las embora. Então um moço, que estava escondido, aproximou-se dela e com ela se deitou. Quando nós, do canto do parque onde estávamos, vimos esta infâmia, corremos para eles e os surpreendemos juntos. Não conseguimos, é verdade, agarrar o moço, porque era mais forte que nós, e assim abriu as portas e sumiu. A esta mulher, porém, agarramos e lhe perguntamos, quem era aquele moço. Mas ela não o quis revelar. Disto nós damos testemunho". A assembléia lhes deu crédito como a anciãos do povo e juízes que eram, e a condenou à morte. Susana, porém, gritou em alta voz e rezou: "Ó Deus eterno que conheces os segredos e sabes tudo antes que aconteça, tu bem sabes que eles proferiram falso testemunho contra mim! Eis que vou morrer, embora não tenha cometido o crime do qual maldosamente me acusam!" E o Senhor escutou a sua voz. Enquanto Susana estava sendo conduzida para a execução, o Senhor excitou o santo espírito dum jovem de nome Daniel, e ele gritou em altas vozes: "Sou inocente do sangue desta pessoa!" Então todo o povo se voltou para ele e perguntou: "O que queres dizer com isto?" De pé, no meio deles, ele respondeu: "Então sois tão insensatos
assim, israelitas? Sem inquérito sério e sem provas concludentes condenastes uma filha de Israel! Voltai ao tribunal, por que estes malvados deram falso testemunho contra ela!" Então todo o povo voltou apressadamente, e os anciãos convidaram a Daniel, dizendo: "Tem a bondade de tomar lugar em nosso meio e presta-nos o teu depoimento, pois Deus te concedeu o privilégio da idade". Daniel lhes disse: "Separai-os longe um do outro, para os poder submeter a interrogatório! Quando foram separados um do outro, Daniel chamou a um deles e lhe disse: "Velho encarquilhado e cheio de crimes! Agora vêm à luz os pecados que cometias antes, proferindo sentenças injustas, condenando os inocentes e absolvendo os culpados, quando o Senhor ordena: 'Ao inocente e ao justo não os matarás!' Pois bem! Se a viste tão bem, dize-me à sombra de qual árvore os viste abraçados?" O outro respondeu: "À sombra duma aroeira". Daniel respondeu: "Mentiste direto contra tua cabeça, pois o anjo de Deus já recebeu dele ordem de te cortar pelo meio!" Tendo-o despedido, mandou vir o outro e lhe disse: "Raça de
Canaã e não de Judá! A beleza te fascinou e a paixão perverteu teu coração. É assim que procedíeis com as mulheres israelitas, e elas por medo vos faziam a vontade; mas esta mulher judia não suportar vossa iniqüidade. Ora bem! Dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste a se entreterem?" Ele respondeu: "Foi debaixo duma azinheira". Daniel lhe respondeu: "Também tu mentiste diretamente
contra tua cabeça! Pois o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para te cortar ao meio e dar cabo de vós". Toda a assistência pôs-se a gritar em voz alta, dando graças a Deus que salva os que nele esperam. Voltaram-se contra os dois velhos, porque Daniel os tinha convencido por suas próprias palavras que eram falsas testemunhas. Segundo a Lei de Moisés, aplicaram-lhes a pena que maldosamente tinham tramado contra o próximo, e os mandaram matar. Desta maneira, naquele dia foi salva uma vida inocente. Helcias e sua mulher louvaram a Deus por causa da sua filha e o mesmo fizeram Joaquim, esposo de Susana, e todos os seus familiares; eles louvaram a Deus, porque nela não foi achada qualquer coisa que merecesse reprovação." Dan 13, 1-62
§ 6o - Do décimo Mandamento da Lei de Deus
"Eis o que se passou depois destes acontecimentos: Nabot de Jezrael possuía uma vinha em Jezrael ao lado do palácio de Acab, rei de Samaria. Acab falou com Nabot: "Cede-me a tua vinha para que me sirva de horta, pois ela está bem perto da minha casa, e eu te darei uma vinha melhor, ou se preferires, posso pagar-te o
preço em dinheiro". Mas Nabot respondeu a Acab: "Deus me livre de entregar-te a herança de meus pais!" Acab voltou para casa contrariado e furioso, por causa da resposta que Nabot de Jezrael lhe tinha dado, negando-se a lhe ceder a herança de seus pais. O rei se jogou na cama, virou o rosto e não quis comer. Sua esposa Jezabel entrou no quarto e lhe perguntou: "Por que estás tão mal-humorado e não queres comer?" Ele lhe respondeu: "É que tive uma conversa com Nabot de Jezrael e lhe fiz a proposta de me ceder a sua vinha por dinheiro, ou se o preferisse, eu lhe daria em troca outra vinha. Mas o homem me respondeu que não me cede a vinha". Sua esposa Jezabel lhe disse: "Bela figura de rei de Israel estás fazendo! Levanta-te, toma alimento e fica de bom humor! Eu te arranjarei a vinha de Nabot de Jezrael". Em seguida ela escreveu uma carta em nome de Acab, selou-a com o selo do rei e a enviou aos anciãos e nobres da cidade que moravam com Nabot. Na carta ela escrevia como segue: "Proclamai um jejum e colocai Nabot na primeira fila. Fazei sentarem-se em frente dele dois cafajestes que dêem este depoimento: 'Tu amaldiçoaste a Deus e ao rei!' Depois conduzi-o para fora e apedrejai-o até morrer". Os homens da cidade, anciãos e nobres, seus concidadãos, procederam conforme a ordem recebida de Jezabel, como estava escrito na carta que lhes tinha enviado. Proclamaram um jejum e deram a Nabot o primeiro lugar na assembléia. Chegaram também os dois cafajestes e se sentaram na frente dele. Os dois cafajestes acusaram a Nabot na presença do povo, nestes termos: "Nabot amaldiçoou a Deus e ao rei!" Em seguida o conduziram para fora da cidade e o apedrejaram até morrer. Então avisaram a Jezabel: "Nabot foi apedrejado e morreu". Ao saber que Nabot tinha sido apedrejado e estava morto, Jezabel disse a Acab: "Levanta-te e toma posse da vinha que Nabot de Jezrael não te quis vender, pois Nabot não está mais vivo; ele
morreu".
Quando Acab soube que Nabot estava morto, levantou-se para descer até a vinha de Nabot de Jezrael e dela tomar posse. As ameaças de Elias. Então a palavra do Senhor foi dirigida ao tesbita Elias nestes termos: "Levanta-te, desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que reside em Samaria. Olha, ele está na vinha de Nabot, aonde desceu para dela tomar posse. Fala-lhe neste teor: Assim fala o Senhor: Tu és um assassino e por cima ladrão! E lhe falarás nestes termos: Assim fala o Senhor: No mesmo lugar onde os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu próprio sangue!" Acab respondeu a Elias: "Quer dizer que me surpreendeste, meu inimigo?" Ele respondeu: "Sim, surpreendi! Porque te prestaste para praticar o que desagrada ao Senhor, eis que vou trazer para ti desgraças. Vou varrer-te, exterminando em Israel todas as pessoas do sexo masculino da família de Acab, escravos e livres. Tratarei tua família como as famílias de Jeroboão filho de Nabat, e de Baasa filho de Aías, porque me causaste irritação e seduziste Israel ao pecado". Também a respeito de Jezabel o Senhor falou assim: "Os cachorros devorarão a Jezabel na propriedade de Jezrael. Os membros da família de Acab que morrerem na cidade, serão devorados pelos cachorros, e os que morrerem na campanha, serão comidos
pelas aves do céu".I Reis 21, 1-23
CAPÍTULO IV
Dos preceitos da Igreja
"Se teu irmão pecar, vai e censura-o pessoalmente. Se ele te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te ouvir, leva contigo uma ou duas pessoas a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se não as ouvir, vai dizê-lo à igreja. E, se não escutar a igreja, seja para ti como um pagão e pecador público. Eu vos garanto: Tudo que ligardes na terra, será ligado no céu; e tudo que desligardes na terra, será desligado no céu. Digovos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedir qualquer coisa, hão de consegui-lo do meu Pai que está nos céusl Porque onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei ali no meio deles".Mt 18, 15-20. "Então os apóstolos e presbíteros, de acordo com toda a Igreja, resolveram escolher alguns homens e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé; escolheram Judas, chamado Barsabás, e Silas,
homens influentes entre os irmãos. Por seu intermédio enviaram a seguinte carta:
"Os irmãos, os apóstolos e presbíteros saúdam os irmãos de Antioquia, Síria e Cilícia, convertidos dentre os pagãos. Chegou ao nosso conhecimento que alguns dos nossos vos têm perturbado com palavras, confundindo vossas mentes, sem nenhuma autorização de nossa parte. Por isso resolvemos, de comum acordo, enviar-vos alguns homens escolhidos, em companhia de nossos amados Barnabé
e Paulo, que expuseram suas vidas pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estamos enviando Judas e Silas para vos comunicar de viva voz as mesmas coisas. Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor nenhuma outra exigência além das necessárias: que vos abstenhais das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e da prostituição. Procedereis bem evitando estas coisas. Passai bem". Atos 15, 22-29
§ 1o - Dos preceitos da Igreja em geral
§ 2o - Do primeiro preceito da Igreja
§ 3o - Do segundo preceito da Igreja
§ 4o - Do terceiro preceito da Igreja
§ 5o - Do quarto preceito da Igreja
§ 6o - Do quinto preceito da Igreja
CAPÍTULO V
Dos deveres particulares do próprio estado e dos conselhos evangélicos
§ 1o - Dos deveres do próprio estado
§ 2o - Dos conselhos evangélicos
Quarta Parte
Dos Sacramentos
CAPÍTULO I
Dos Sacramentos em geral
§ 1o - Natureza dos Sacramentos
§ 2o - Do efeito principal dos Sacramentos, que é a graça
§ 3o - Do caráter que imprimem alguns Sacramentos
CAPÍTULO II
Do Batismo
§ 1o - Natureza e efeitos do Batismo
§ 2o - Ministro do Batismo
§ 3o - Rito do Batismo e disposições de quem o recebe já adulto
§ 4o - Necessidade do Batismo e deveres dos batizados
§ 5o - Nome e padrinhos
CAPÍTULO III
Da Confirmação ou Crisma
CAPÍTULO IV
Da Santíssima Eucaristia
§1o - Da natureza da Santíssima Eucaristia e da presença real de Jesus Cristo
neste Sacramento
§ 2o - Da instituição e dos efeitos do Sacramento da Eucaristia
§ 4.o - Da maneira de comungar
§ 5.o - Do preceito da comunhão
CAPÍTULO V
Do Santo Sacrifício da Missa
§ 1.o - Da essência, da instituição e dos fins do Santo Sacrifício da Missa
§ 2o - Do modo de assistir à Missa
CAPÍTULO VI
Da Penitência
§ 1o - Da Penitência em geral
§ 2o - Dos efeitos e da necessidade do Sacramento da Penitência e das disposições para bem recebê-lo
§ 3o - Do exame de consciência
§ 4o - Da dor ou arrependimento
§ 5º - Do propósito
§ 6º - Da acusação dos pecados ao confessor
§ 7º - Do modo de se confessar
8º - Da absolvição
§ 9º - Da satisfação ou penitência
§ 10º - Das indulgências
CAPÍTULO VII
Da Extrema-Unção
CAPÍTULO VIII
Da Ordem
CAPÍTULO IX
Do Matrimônio
§ 1º - Natureza do Sacramento do Matrimônio
§ 3º - Condições e impedimentos do Matrimônio
Quinta Parte
Das virtudes principais e de outras coisas que o cristão deve saber
CAPÍTULO I
Das virtudes principais
§ 1º - Das virtudes teologais
§ 2º - Da Fé
§ 3º - Dos mistérios
§ 4º - Da Sagrada Escritura
§ 5º - Da Tradição
§ 6º - Da Esperança
§ 7o - Da Caridade
§ 8º - Das virtudes cardeais
CAPÍTULO II
Dos dons do Espírito Santo
Os dons do Espírito Santo são sete:
1º Sabedoria;
2º Entendimento;
3º Conselho;
4º Fortaleza:
5º Ciência;
6º Piedade;
7º Temor de Deus.
CAPÍTULO III
Das Bem-aventuranças evangélicas
As Bem-aventuranças evangélicas são oito:
1. Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino do Céu;
2. Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a terra;
3. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados;
4. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados;
5. Bem-aventurados os que usam de misericórdia, porque alcançarão misericórdia;
6. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus;
7. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus;
8. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles
é o reino do Céu.
CAPÍTULO IV
Das obras de misericórdia
CAPÍTULO V
Dos pecados e das suas espécies principais
O pecado mortal:
1º priva a alma da graça e da amizade de Deus;
2º fá-la perder o Céu;
3º priva-a dos merecimentos adquiridos e torna-a incapaz de adquirir novos;
4º torna a alma escrava do demônio;
5º fá-la merecer o Inferno e também os castigos desta vida.
O pecado venial:
1º enfraquece e esfria em nós a caridade;
2º dispõe-nos para o pecado mortal;
3º faz-nos merecedores de grandes penas temporais, neste mundo ou no outro.
CAPÍTULO VI
Dos pecados ou vícios capitais e de outros pecados mais graves
Os vícios que se chamam capitais são sete:
1º soberba;
2º avareza;
3º luxúria;
4º ira;
5º gula;
6º inveja;
7º preguiça.
Os pecados contra o Espírito Santo são seis:
1º Desesperar da salvação;
2º Presunção de se salvar sem merecimentos;
3º Combater a verdade conhecida;
4º Ter inveja das graças que Deus dá a outrem;
5º Obstinar-se no pecado;
6º Morrer na impenitência final.
Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro:
1º homicídio voluntário ( aborto é um homicídio);
2º pecado impuro contra a natureza;
3º opressão dos pobres, principalmente órfãos e viúvas;
4º não pagar o salário a quem trabalha.
CAPÍTULO VII
Dos Novíssimos e de outros meios principais para evitar o pecado
Novíssimos são chamados nos Livros Santos as últimas coisas que hão de acontecer ao homem.
CAPÍTULO VIII
Dos exercícios piedosos que se aconselham ao cristão para cada dia