Orações Católicas

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História

O Evangelho fala pouco do Bom Ladrão do Calvário, bem como de muitos outros personagens.

Todavia, a Tradição nos guardou seu nome, e, embora os críticos o tenham posto em dúvida, a ponto da Sagrada Congregação dos Ritos, em 1724, ordenar que o Ofício e Missa do Grande Santo fossem sob o nome de bom ladrãoapenas, sem contestar todavia, o nome que a tradição plurisecular nos guardou de São Dimas.

É uma sábia reserva da Igreja que não veio absolutamente prejudicar a tradição.

Continuamos pois com os Santos Padres e as tradições que vêm do segundo século, a chamar ao Bom Ladrão, Dimas, São Dimas.

Quem era este Santo original, único, previlegiado que mereceu a honra de ser canonizado pelo Próprio Divino Salvador na hora solene de nossa Redenção?

Foi antes da cruz, um bandido perigoso da Palestina. De uma família de ladrões.

Seu pai era chefe de bandidos – Princeps Latronum.

Diversos Santos Padres e Autores, afirmam ter sido Dimas um dos mais perigosos bandidos da Judéia. Pelo suplício da cruz que mereceu, bem se vê que grande criminoso deveria ter sido, porque este horrível suplício estava reservado somente aos grandes criminosos e aos escravos.

Dimas, segundo muitos autores, não era judeu de nascimento.

Um dos sábios colecionadores das tradições cristãs, o Bispo Equilium, afirma de modo absurdo que o Bom Ladrão era egípcio.

São João Damasceno afirma categoricamente: Esse ladrão era egipcio de nascimento.

Exercia o banditismo nos desertos de passagem para o Egito e aí, segundo a tradição, conheceu a Sagrada Família, e deu abrigo ao Menino Jesus protegendo Maria e São José.

Alguns Doutores e Santos Padres como S. Cirilo são de opinião que não se trata de uma lenda, mas de uma tradição venerável já do primeiro século.

Dimas recebeu em sua casa a Sagrada Família que fugia da perseguição de Herodes.

Embora um celerado, tinha por costume nunca roubar, nem matar, crianças, velhos e mulheres.

Há muitas lendas e belas tradições dos Evangelhos apócrifos em torno da passagem da Família Sagrada pelo deserto.

Todavia não podemos nos apegar senão às Tradições mais veneráveis e confirmadas por sérios Autores.

Três coisas parecem bem confirmadas:

Primeira: Dimas foi célebre ladrão, perigoso bandido e um fraticida.

Exerceu o banditismo na Judéia.

Segunda: Era de origem egípcia, pagão, e não Judeu.

O ladrão penitentente são os que pertencem a verdadeira Igreja fundada por Cristo.

O que permanece ladrão até a morte é a imagem dos que negam a Cristo e sua Cruz.

A cruz porém os separa".

Terceira: Finalmente: É certo que abrigou a Sagrada Família no deserto e a protegeu até a entrada no Egito.

O nome Dimas é conhecido desde o segundo século, e o grande Teólogo Salmeron, afirma que segundo as tradições mais antigas por ele estudadas cuidadosamente, os nomes dos dois ladrões do Calvário eram Gestas e Dimas.

O Martirológio Romano diz apenas no dia 25 de Março: "Em Jerusalém comemoração do bom ladrão que na cruz professou a fé em Cristo jesus e mereceu ouvir estas palavras:

" Hohe estarás comigo no paraíso".

O Sábio Cardeal Baronio faz esta observação: "Quase todos o chamam Dimas".

O nome foi tirado dos Evangelhos apócrifos, e por isto foi omitido no Martirológio, mas não obstante, existe um certo número de altares e Igrejas com o nome e invocação de São Dimas.

Foi apenas para evitar os ataques dos hipercríticos que a Sagrada Congregação dos Ritos, em 1724, suprimiu o nome de Dimas, e diz simplesmente o bom ladrão.

Deu permissão para que fosse rezada a Missa e recitado o Ofício do Bom Ladrão à Ordem das Mercês, aos Teatinos, e a muitos Conventos e Dioceses.

A sábia reserva da Igreja diz, Monsenhor Gaume, em nada veio prejudicar a Tradição, e podemos e devemos invocar o bom ladrãocom o nome de São Dimas.

Dimas, quando encontrou a Sagrada Família no deserto e a protegeu, deveria ter vinte e cinco para trinta anos.

É opinião de vários Autores que quando sofreu o suplício da cruz, deveria ter 55 a 60 anos, e teria passado no banditismo cerca de trinta a quarenta anos.

Depois de perseguido pela Justiça Romana que procurava libertar a Judéia dos grandes bandidos que a infestavam, e sobretudo atacavam os Romanos e provocavam sedições.

Dimas e Gestas foram presos nos arredores de Jericó, e lá mesmo foram julgados.

Pilatos deu ordem que fossem levados a Jerusalém para lá serem flagelados e crucificados, a fim de que servissem de escarmento aos ladrões perigosos da Região.

Dimas e Gestas foram algemados de pés e mãos, e lançados numa horrível prisão pública em Jerusalém, perto do Pretório de Pilatos.

Nestas masmorras subterrâneas e infectas, o condenado era amarrado com correntes e preso por argolas às paredes.

Da prisão saia o condenado para a flagelação e a crucificação.

Dimas foi cruelmente flagelado.

Dimas foi crucificado como Jesus Cristo.

Cravaram-lhe as mãos e os pés na cruz.

Não há probabilidade de que tenha sido simplesmente amarrado na cruz.

Não era este o modo de crucificar os grandes criminosos.

A crucifixão importava na transfixão das mãos e dos pés na cruz.

Era horrível tortura.

Crucificado ao lado de Jesus, Dimas percebeu logo a mansidão, a doçura, de Jesus.

É verdade que o Evangelista fala nos ladrões que blasfemavam, mas, segundo os intérpretes se entende neste plural, um modo de falar para indicar a classe dos ladrões e não que ambos blasfemassem.

Dimas observou a paciência de Jesus e se comoveu. Tocado pela graça, se converte miraculosamente.

Heróica foi a fé e admirável a confiança daquele pobre Ladrão naquela hora.

Via ao seu lado um homem crucificado, blasfemado, insultado, de modo vil pela plebe, e pelos sacerdotes e os inimigos.

Entretanto tocado miraculosamente pela graça, reconhece em Jesus crucificado, o Messias e um Deus, o Senhor de um Reino celestial.

Paróquia da Catedral de São Dimas.

Praça Mons. Ascânio Brandão, 01

Jd. São Dimas - CEP: 12245-440

São José dos Campos - SP - Brasil

Textos: MONS. ASCANIO BRANDÃO

Paróquia de São Dimas

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